No silêncio da manhã, janeiro chegou,
Com a brisa que dança e o aroma que ficou.
Na névoa de lavanda, te vejo partir,
Cada passo teu, meu mundo a cair
E o tempo para, só pra lembrar,
Como o universo sabia nos guardar.
Janeiro vem, mas sem você,
Com o céu lilás, eu só queria você
O sol se esconde, teu brilho ficou,
Mas no meu peito, a saudade que reinou.
Na melodia do vento, ouço tua voz,
Cantando o futuro que não há para nós.
Nas noites calmas, sobre as estrelas,
Teu olhar reflete promessas que são tão belas.
Na dança das folhas, teu nome eu chamarei,
No eco do vento, mais uma vez eu chorei.
De mãos vazias, caminho sem fim,
O horizonte triste que restou pra mim.
Os dias passam, mas a dor ficou,
Na lavanda e no silêncio que o tempo guardou.
Janeiro é uma sombra, um livro sem fim,
Com páginas rasgadas que escrevi para ti.
Eu sou o anti-herói da minha história, Aquele que luta sem glória ou vitória. Entre janeiro e o peso da estrada, Eu sou um retrato de jornadas passadas.
No silêncio da manhã, janeiro chegava,
Com a brisa que dança e o aroma que ficava.
Na névoa de lavanda, te via surgir,
Cada passo teu, meu mundo a colorir.
E o tempo para, só pra te olhar,
Como se o universo soubesse o que é amar. Talvez seja o frio, talvez seja o tempo, Talvez seja eu, perdido em pensamentos.
Janeiro passa, mas a sombra fica,
Entre os versos, sou eu que ninguém liga.
O anti-herói que ninguém contou,
Em uma madrugada onde tudo começou.